PELE SECA?

Em geral no outono e no inverno a pele fica mais seca, mas nas outras estações do ano isso também pode acontecer. Irritação, coceira, descamação, são alguns dos sinais da pele seca. Calma, isso tem solução. Com o ambiente frio a pele perde muita água e fica desidratada e ressecada. Os dermatologistas confirmam que também pode aparecer as “falsas rugas”; falsas porque não há alteração dérmica, mas o aspecto é muito parecido. Você já deve ter percebido que no inverno tomamos menos água, e isso ajuda a pouca absorção de água pela pele. Isso quer dizer que a nossa pele realiza trocas com o meio ambiente e, para que haja lubrificação da pele, o clima, a umidade do ambiente, mais a hidratação do organismo são fundamentais para que a aparência da pele seja a ideal. Organismo desidratado resulta em pele desidratada e seca. Uma pele hidratada se mostra lisa, viçosa, com consistência elástica.

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Em outras ocasiões já comentei a importância do consumo de muita água diariamente, mas podemos acrescentar outros recursos: escolha bem o sabonete que você usa diariamente, lembre-se, a neutralidade de um sabonete é medida pelo ph, o ideal seria de 5,5 a 6,5. Os banhos muito quentes, não fazem bem à pele, prejudicam a oleosidade natural da pele.

O uso de cremes hidratantes diariamente, também podem ajudar na prevenção da pele seca, ou mesmo o uso de loções de limpeza, usado por muitas mulheres para manter a umidade natural da pele. Os homens já estão competindo com as mulheres quando o assunto é vaidade e a pele deve ser lembrada nessas horas.

Mas não custa fazer o básico, o fisiológico, beber muita água todos os dias.

DIETA SEM GLÚTEN

O Glúten é uma proteína vegetal, presente em cereais como: trigo, aveia, centeio, cevada, no malte, e em todos os produtos que utilizam um desses ingredientes em seu preparo, como é o caso de bolos, pães, pizza, bebidas fermentadas como a cerveja. Esses cereais são compostos por cerca de 40-70% de amido, 1-5% de lipídios, e 7-15% de proteínas (gliadina, glutenina, albumina e globulina). A massa combinada pela mistura da farinha (proteína gliadina e glutenina) e água, forma o glúten, o qual confere a esta uma características de viscoelasticidade. gluten elasticidade

 

 

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A Doença Celíaca (DC) é um transtorno autoimune no intestino delgado que ocorre em pessoas geneticamente predispostas a intolerância ao glúten, causado por uma reação inflamatória, assim provocando atrofia nas vilosidades intestinais responsáveis pela absorção de nutrientes, o que está na origem da má-absorção intestinal.

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Os sintomas da DC incluem dor e desconforto no sistema digestivo, constipação e Diarréia crônica, atraso do desenvolvimento fisiológico em crianças, anemia e fadiga. O único tratamento eficaz conhecido é uma dieta sem glúten durante toda a vida.

Na dieta sem glúten é necessário substituir alimentos que contenham o glúten por produtos sem essa proteína, como é o caso do arroz e seus derivados (farinha de arroz), milho e seus derivados (farinha de milho, fubá e amido de milho), batata (fécula de batata), mandioca (farinha de mandioca, polvilho azedo, polvilho doce).

Atualmente, não portadores da doença celíaca, estão excluindo o glúten da alimentação com a finalidade de emagrecimento. É importante esclarecer que o glúten isoladamente não é responsável pelo aumento de peso, e sim o consumo excessivo de alimentos que o contenham, como é o caso de pães, massas, biscoitos, pizzas, bolos e seu ingredientes adicionados (recheios, molhos e coberturas) o que elevam ainda mais o valor calórico do produtos. Portanto, os que emagrecem fazendo a retirada destes alimentos “a dieta sem glúten” não estão emagrecendo pela exclusão dessa proteína, e sim, por um consumo reduzido de calorias.

Diversos efeitos da ingestão de glúten tem sido associados à diversas outras condições médicas, incluindo o autismo, esclerose múltipla, doença de crohn, síndrome do intestino irritável, diversos tipos de sensibilidade ao glúten, dentre outros. A soma da demanda por uma dieta sem glúten por portadores destas condições e adeptos de dietas ditas “saudáveis” como a da dieta sem glúten (sem necessidade médica estrita da dieta) têm assim resultado em uma explosão na busca e consumo de produtos sem glúten no mundo inteiro, incluindo o Brasil.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o mercado de produtos sem glúten cresceu a uma taxa média de 28% nos anos passados recentemente, assim como no Brasil, o crescimento é notado com centenas de novos produtos, serviços e negócios voltados à este setor tendo surgido.

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por Dalton Luiz Schiessel

Comida para os olhos

Isso mesmo, leio no MedlinePlus de hoje, que é uma revista muito conceituada mundialmente, um artigo do Dr. James McDonnel, oftalmologista pediátrico do Sistema de Saúde da Universidade Loyola em Maywood, que a visão pode ser preservada por muito tempo, desde que a alimentação seja especializada. Sou meio cético para essas coisas de especialização, mesmo assim, relaciono abaixo os alimentos citados na matéria.

Não custa conhecer um pouco mais ou quem sabe, mudar alguns hábitos alimentares:

Oxicoco (arbustos perenes do Hemisfério Norte, do gênero Vaccinium, são bagas vermelhas e muito ácidas).Podem ajudar a prevenir a perda da acuidade visual.

Zeaxantina substância responsável pela cor dos peixes, aves, flores e alimentos. É encontrado predominantemente nos vegetais amarelos, alaranjados, vermelhos e verdes; tais como nectarina.

Astaxantina é um caatotenóide, não se converte em Vit A no corpo humano. Por isso, não é tóxico. Ajudam a evitar a catarata, degeneração macular e cegueira. algas marinhas e salmão contém bastante Astaxantina.

Ômega-3, é uma ácido graxo que encontra-se nos peixes, protege contra a “secura” dos olhos e a degeneração macular (próprio da idade).

Bioflavonóides, encontra-se no vinho tinto, nos cítricos, nos chás, podem ajudar a prevenir a catarata (opacificidade do cristalino, o olho vai ficando branco). Os betacarotenos também podem ajudar nessa função.

Luteína, pode sr encontrado em alguns vegetais; espinafre, couve-flor, ervilha, brócolis e algumas frutas, tais como, laranja, limão, mamão. Também contribuem com a vista.

Se mesmo assim a visão não melhorar é melhor mesmo não esquecer do arroz com feijão.

Prefácio do Livro: Alimentação de ontem, hoje e de amanhã, que está disponível nesse site.

Eudald Carbonell

 Socializar a proteína

Prólogo

 

Em plena correria  do trabalho de campo do ano de 2006, depois das campanhas de Atapuerca, em Burgos, e das prospecções no norte da Argélia, buscando a população mais antiga do Norte da África, cheguei a ‘I Abric Romani1, em Capellades (Barcelona), onde a minha colaboradora assistente me entregou vários correios eletrônicos previamente selecionados para eu responder. Entre eles, chamou-me a atenção o do dr. José A. Villegas, que, de forma muito amável, pedia-me a introdução para o seu livro “Saber  o que comíamos para saber o que devemos comer”. Li com bastante atenção as páginas que recebi.

 Solicitei todo o material e, uma vez nas minhas mãos, li tudo avidamente. Decidi então escrever a introdução  antes que as escavações da “Cova de Santa Ana”, em Calerizo de Cáceres (Extremadura, Espanha) fossem iniciadas. O tempo passa voando: já estamos na segunda semana de setembro e nos últimos dias devo começar outra expedição, motivo pelo qual escrevo estas linhas de uma só vez, como prefiro, depois de refletir sobre o quero dizer.

 Estou escavando desde o mês de maio e estou cansado. Por sorte, a alimentação da última escavação foi muito boa. O corpo e a mente agradecem porque, por sorte, temos uma cozinheira magnífica. Além disso, também temos bons vinhos: brancos para os momentos de esforço e tinto para as comidas, ambos de Penedés (Espanha), já que trabalhamos ao lado desse município. No nosso trabalho, essa saborosa bebida não pode faltar; todavia, não devemos abusar e não beber em grandes quantidades.

 O trabalho intelectual se mescla com o físico. A equipe extraiu cerca de 500.000 quilos de sedimento de aproximadamente oito metros de profundidade, um trabalho imprescindível para escavar e “encontrar” um  Homo neanderthalensis de cerca de 56.000 anos, o mais antigo até agora do “Abric Romani”.

 Rosa, a cozinheira, conhece a nossa atividade e conhece também os carboidratos. A ingestão aumenta ou diminui segundo o esforço do momento, ou seja, uma dieta precisa. Ainda não tive tempo de engordar. No inverno isso acontece mais facilmente, quando as tarefas de laboratório e de escritório me obrigam a permanecer muitas horas analisando os registros ou trabalhando no computador.

 Nossa dieta de trabalho é paleolítica. Pesquisamos em níveis pré-históricos, pré-Holoceno, durante quatro ou cinco meses ao ano. Somos nômades na temporada de verão e alguns de nós continuamos sendo durante o resto do ano, consequência do trabalho de pesquisador. Entretanto, os nômades de agora também engordam, ou sofrem de sobrepeso. As coisas já não são como antes. Nada disso ocorria aos hominídeos que estamos estudando. Do Homo antecessor ao Homo sapiens mais moderno do Paleolítico, nenhum deles engordava como nós.

Nossos antepassados, que viviam nas árvores há mais de quatro milhões de anos, comiam muitas folhas, frutos e poucas proteínas de origem animal. Mas o cérebro era pequeno, cerca de 300 cm3, seis vezes menor do que teria a nossa espécie, o Homo sapiens. A atividade alimentar representava uma continuidade estrutural que envolvia mais de sete horas diárias com o objetivo de manter o equilíbrio termodinâmico. Tinham pouco tempo para a sociabilização. Com a comida rica em proteínas animais as coisas mudaram e sobrou muito pouco tempo para a ingestão de outros alimentos, assegurando assim a atividade energética do corpo.

Para a nossa espécie, o princípio básico foi consumir carne limpa, procedente da caça, em grandes quantidades. Era necessário alimentar um cérebro em rápido crescimento e sustentar uma importante atividade física motivada pelo nomadismo e pela estratégia de caça. Mas agora o nosso projeto está em andamento, com a baixa atividade que tem o Homo sapiens em geral e o excessivo consumo de gordura. Nesse momento foi fundamental a fabricação de ferramentas de pedra, comer mais proteína animal e dispor de tempo livre. Foram os três fatores básicos para a sociabilização tecnológica.

Entretanto, não foi apenas a sociabilização do fogo que produziu outro salto na consciência da nossa espécie. O fogo, elemento socializador, também permite mudar os hábitos alimentares. A transformação dos alimentos, graças ao calor e sua conservação, permitiu-nos entrar em outros paradigmas, muitos dos quais ainda não abandonamos. Comer ao lado do fogo, a socialização por meio de comida transformada, a “nouvelle cuisine”, sem esquecer da luz artificial, transformaram a humanidade e, assim, entramos na idade moderna da alimentação.

Os hominídeos do Paleolítico não tiveram a oportunidade nem a possibilidade, ao contrário de nós, de discutir com um nutricionista. Tampouco iam ao médico para emagrecer. E nem seguiam nenhuma dieta milagrosa, mas, apesar disso, mantinham seu físico em condições ótimas. O que hoje denominamos “dieta paleolítica”, por analogia ao que comiam os nossos antepassados das diferentes espécies, parece-me muito engraçado. Os caçadores coletores comiam o que podiam na sua volta, dependendo do clima e da vegetação e, como é lógico, do espaço em que se encontravam. Portanto, era uma dieta que se baseava em comer o que existia no seu entorno, com grandes desequilíbrios devido às estações do ano. Um panorama radicalmente distinto do atual, em que dispomos de dinheiro e, assim, podemos ir ao supermercado e consumir o que mais nos agrada por mais exótico que seja. Já não existem os problemas das estações do ano nem as suas especificidades. Nós humanos, com alguns recursos, devoramos qualquer tipo de alimento, todo aquele que pareça saboroso, sem ter em conta nem de onde nem quando apareceu. Além disso, aprendemos a lidar com as técnicas de conservação. Assim, permitiu-se uma larga vida aos produtos, uma duração quase indefinida com ou sem data de vencimento.

Os generalistas do passado o eram com a espécie, mas não com a população. Possuíam desde dietas baseadas unicamente em proteínas, tal como ocorria com o Homo neanderthalensis  e o Homo sapiens , que viviam nas zonas centrais dos continentes em um pergelissolo (tipo de solo encontrado na região do Ártico) constante, até as dietas amplamente variadas dos hominídeos que habitam as zonas mediterrâneas onde a maior parte do tempo não sofriam com o gelo. Não se conhecia a obesidade para os nômades, devido ao baixo consumo de gorduras saturadas,  tanto para as espécies que nos precederam quanto para nossa espécie. Era o período antes do Holoceno, aproximadamente uns 10.000 anos atrás,  tal como expõe muito bem o Dr. Villegas.

Ao nos convertermos em sedentários, há 8.000 anos, o controle do alimento mudou definitivamente nossa dieta e aumentaram os carboidratos de maneira cada vez mais alarmante. Entretanto, o trabalho físico no campo servia-nos para metabolizar eficazmente os novos alimentos. Também aumentaram na dieta humana os alimentos com muita gordura, já que os animais livres e pastores desapareceram paulatinamente para dar lugar aos “animais prisioneiros” de nossa espécie. Com a chegada da revolução técnico-científica, no séc. XX, às coisas voltaram a mudar de forma alarmante.

Hoje em dia, a obesidade é uma patologia comum que afeta os mais velhos, adultos, jovens e crianças. O impacto da revolução técnico-científica rompe com os processos de adaptação próprios da seleção natural que vingou durante toda a evolução do nosso gênero. Durante o processo, selecionou-se por populações o tipo de comida segundo a situação geográfica e climática a que se adaptava uma comunidade humana.

Frequentemente, evolução também significa revolução. Certamente o Homo sapiens não poderia adaptar-se tão facilmente a uma mudança de dieta e, se regredisse a uma dieta própria do Paleolítico, seria incapaz de suportá-la. Para ilustrar, vejamos o exemplo que nos oferecem alguns contextos de caçadores coletores. Alguns de suas espécies podem comer de uma vez só cerca de seis quilos de carne, coisa que parece impossível para qualquer membro da nossa espécie.

O que é impensável em nossa espécie é a quantidade de proteína consumida por uns 30% da população do planeta, compensando a deficiência alimentar dos outros 70%. É um absurdo falarmos de superalimentação quando a maioria dos nossos congêneres sofre de déficits estruturais. Uma gravíssima contradição. A alimentação equilibrada será “básica” depois da socialização da revolução técnico-científica. Como disse muito bem José Antonio Villegas: “…A solução está na tecnologia. A indústria deveria proporcionar um desenvolvimento tecnológico para os alimentos saudáveis, mas assim, como se sabe, não seria o mais lucrativo. Para isso, só há um caminho: criar uma corrente de consumo.” O que é o mesmo que, não fazendo a seleção natural, debate-se então o fazer a seleção cultural, o que significa uma revolução em nossa espécie, uma transformação de nossos hábitos.

Somos primatas de costumes ancestrais que estamos mudando rapidamente nossos hábitos pelo fato de produzirmos muitos alimentos. Mas em muitas situações a mudança é mais lenta e se produzem problemas sérios para a sobrevivência. Recordemos apenas as “fomes” do século XX e, em nossos dias, as que produzem as mudanças climáticas e as guerras. Em qualquer parte em que existe excesso também existe o negócio, uma forma de acumular calorias em forma de dinheiro. Primatas com pouca consciência, devemos alertar para os perigos se não mudarmos de hábitos. Na minha opinião, somente com o aumento da consciência crítica da espécie é que seremos capazes de combater a patologia que provoca a má nutrição e que pode levar-nos a uma situação em que a enfermidade seja algo cotidiano em nossas populações.

Temos conhecimento e tecnologia de humanos, mas nos comportamos como primatas pouco evoluídos. A substituição da ordem natural pela organização humana representa um aumento da complexidade na nossa socialização. A nutrição é algo fundamental. Alguns comportamentos humanos socialmente avançados deveriam conduzir-nos em primeiro lugar a ser solidários com quem passa fome. Depois, melhorar a nossa capacidade de entender que comer corretamente não é unicamente ingerir o que gostamos, e sim, o que alimenta e é bom para nosso organismo. Em outras palavras, faz-nos falta o sentido comum.

Não recomendo a aposta romântica na comida paleolítica. A comida do dia-a-dia atual, tal e como se entende a comida rápida e cheia de gorduras, tampouco é recomendada, como disse muito bem o autor deste livro. E sim, é a comida que se adapta à falta de exercícios e que é a melhor para o exercício intelectual. A comida que revolucionará nossa forma de comportamento e que gerará uma nova sociedade da revolução técnico-científica terá de ser manipulada – no sentido positivo – para que nos sintamos bem. Fazer exercícios de forma “artificial” não faz mal. E a comida também será assim.

A genética e a proteômica têm muito a dizer sobre essa questão. A evolução é irreversível e provocará uma revolução na alimentação e no comportamento se a socialização for feita com critérios e crítica. Comer mal para ficar gordo ou para ficar fraco, além do fator marcante para a espécie, que é o a da abundância, sobretudo nas partes do mundo onde tal abundância é onipresente – eis o grande erro.

De todas as maneiras, o mais importante é que haja comida para todos; depois, que todos nós possamos comer bem. A patologia mais importante da nossa espécie é a falta de solidariedade. Os obesos do Ocidente, em maior ou menor grau imersos nas “fraquezas diárias”, muitas vezes não querem ver os pobres e mal alimentados, que são alguns povos de outros continentes. Mesmo assim, sofremos de algumas doenças, como a bulimia. Contribuímos culturalmente ao êxito, e, todavia, desvirtuamos os processos naturais sem substituirmos por processos humanos lógicos.

Provavelmente o Homo antecessor da Gran Dolina (cava da serra de Atapuerca, na região de Burgos, norte da Espanha) não havia dado crédito à visão de uns hominídeos obesos, como somos na proporção de 30%. Pois bem, em Atapuerca encontraram neanderthalensis, heidelbergensis e sapiens, e descobriram que os ossos destes apresentavam sinais de canibalismo. Pois bem, se realmente isso aconteceu, só encontraram gorduras saturadas, que é a mais perigosa.

Aqui termino. Recomendo ler com atenção este livro, não sem antes advertir que devemos mudar a nossa forma de conhecer, de pensar e de atuar. Quem sabe depois sejamos capazes de comer melhor e de maneira mais solidária. Nossa principal patologia é não saber quem somos e até aonde vamos.

                             Eudald Carbonell

[1] NT: achado arqueológico do período paleolítico em processo de escavação desde 1983, na província de Barcelona

DIETA DETOXIFICANTE

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É uma técnica da Nutrição funcional cujo objetivo é ajudar o organismo a eliminar toxinas e outras substâncias prejudiciais à saúde e  não tem o objetivo da perda de peso Esta dieta baseia-se no consumo de frutas, hortaliças, água e suchás, misturas de sucos e chás. ASSIM A DIETA DETOX  NÃO RECOMENDADA POR MAIS DE 1 SEMANA. Quando se prioriza o consumo exclusivo de líquidos, a partir do consumo de sopas, sucos e chás que possuem efeito diurético e consequentemente favorecem a eliminação de toxinas através da urina, deve ser seguida por no máximo 2 dias.

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A quantidade calórica da Dieta Detox é extremamente baixa, ficando muito abaixo da necessidade energéticas de um indivíduo adulto, o que pode promover nos dias de sua utilização uma falsa redução no peso corporal total de aproximadamente de 1,5 a 2 Kg, através da utilização de reservas corporais de glicose armazenada no fígado (glicogênio hepático) e a eliminação de líquidos corporais. Dietas com menos de 1200 Kcal/dia podem provocar a ocorrência de acontecimentos de mal estar, fraqueza, tonturas, dores de cabeça, indisposição ou até mesmo desmaio devido à reduzida quantidade consumida de carboidratos, principal fonte de energia do corpo e, a prática de atividade física não é recomendada.

Para cumprir o objetivo de desintoxicar o corpo, o programa aposta em alimentos naturais e exclui os alimentos industrializados e aqueles com alto potencial alergênico, como laticínios, leite de soja, glúten (trigo), cereais refinados, açúcar, adoçantes, corantes, conservantes, café e álcool.

O cardápio detox precisa conter frutas, verduras, legumes orgânicos (se possível), carnes magras, oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas), cereais (arroz integral, quinua, amaranto), leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico), sementes (linhaça, semente de abóbora e girassol) e muito líquido (água mineral, chás, água de coco). E mais: deve-se caprichar nos temperos naturais, como alho, cebola, alecrim, gengibre, curry e as ervas frescas.

Como a principal característica são as preparações ricas em frutas, legumes e verduras, fontes em vitaminas e minerais que possuem ação antioxidante, evitando o envelhecimento precoce e, fibras que promovem a sensação de saciedade.

Lembre-se: é preferível que você seguir uma DIETA SAUDÁVEL e DETOX

Café da manhã

– Suco verde (bater no liquidificador 200ml de água, 1 folha de couve, 1 rodela média de abacaxi)

– 1 fatia de pão de forma integral sem glúten com geléia natural sem açúcar

 Lanche da manhã

– 1 damasco seco recheado com 1 nozes + 1 castanha-do-pará

 Almoço

– Salada de folhas verdes, tomate e palmito (temperar com 1 colher de sobremesa de azeite de oliva extra virgem)

– Peito de frango (100g) assado com alecrim

– 3 colheres de sopa de arroz integral + 3 colheres de sopa de feijão

– Abobrinha, cenoura e berinjela 3 colheres de sopa refogadas com cheiro verde

Lanche da tarde

– 1 xícara de chá de salada de frutas (melão, morango, kiwi) com 1 colher de sobremesa de linhaça dourada triturada

Jantar

Sopa de legumes com 100g de frango desfiado (Preparo: cortar em cubos e colocar em uma panela de pressão 1 cenoura, 1 abobrinha, 2 chuchus, 2 tomates maduros sem sementes. Juntar 1 litro de caldo de legumes e cozinhar na pressão por 15 minutos, até os legumes amolecerem. Bater todo o conteúdo no liquidificador e se necessário passar por uma peneira. Colocar a sopa na panela e esperar ferver. Para finalizar acertar o sal, colocar o frango já cozido e desfiado e salpicar folhinhas de manjericão)

Por Dalton Luiz

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ALIMENTOS QUE PROTEGEM CONTRA O CÂNCER

Refletir sobre como você está se alimentando, mais do que ajuda a perder peso; quando você adota um cardápio saudável pode prevenir o surgimento do câncer. 30 % dos caso de câncer são derivados de dieta inadequada. Além da combinação de alimentação, a atividade física é também responsável pela prevenção da doença.

cancer e dieta

Estudos relatam que é necessário consumir diariamente pelo menos 400 gramas de frutas, legumes e verduras para combater o surgimento da doença.

“Esses alimentos possuem diversas substâncias anticerígenas. componentes presentes em que protegem as células contra agressões causadas pela compostos cancerígenos presentes nos alimentos, na poluição do ar, etc.

Assim diminua o consumo de carnes – 500g por semana e os Nitritos: conservante de produtos industrializados, carnes, salsichas, lingüiças, presuntos, carnes embutidas.

Frituras: óleos aquecidos a altas temperaturas liberam substâncias cancerígenas.

Bebidas alcoólicas também podem ser prejudiciais à saúde e facilitar o surgimento do câncer.

A obesidade é uma das causas de câncer de pâncreas, esôfago, rins, vesícula biliar e mama. isso acontece por que quando a pessoa está muito acima do peso, as células de gorduras produzem um fator pró-inflamatório e isso provoca lesão em células, transformando as saudáveis em precursoras de câncer.

ALIMENTOS QUE PROTEGEM CONTRA O CÂNCER

ALIMENTO

COMPONENTE ATIVO TIPO DE CÂNCER QUE PREVINE
Abóbora betacaroteno Próstata, mama e bexiga
Berinjela Ácido fenólico Esôfago e mama
Brócolis Ácido cinâmico e carbinol indol-3 Mama
Cenoura Betacaroteno e flavonóides Próstata, mama e bexiga
Cereais Fibras insolúveis Cólon
Couve-flor Carbinol indol-3 Mama
Couve manteiga Carbinol indol-3 Mama
Ervilha Pectina e isoflavona Mama, pulmão, cólon, reto, estômago e próstata
Feijão isoflavonas Mama, pulmão, cólon, reto, estômago e próstata
Lentilha isoflavonas Mama, pulmão, cólon, reto, estômago e próstata
Linhaça Lignana, ácido graxo ômega 3 Mama, ovário e próstata
Manga betacaroteno Mama, próstata e bexiga
Mostarda (folha) Carbinol indol 3 Mama
Peixes (salmão, bacalhau, atum) Omega 3 Mama, laringe, cólon, pele, pâncreas e pulmão
repolho Carbinol indol 3 Mama
Shitake Lentinan Mama, pulmão, estômago, cólon e reto
Tomate Licopeno Mama, bexiga e próstata

 

A UVA contém polifenóis, entre eles o resveratrol, que protege as células dos danos oxidativos causados pelos radicais livres;

O TOFU contém fitoestrogênios, que interferem no crescimento do câncer, principalmente o de mama;

A SALSA é rica em vitamina C e cálcio, que evitam a proliferação dos radicais livres

MENTA é uma ótima fonte de antioxidantes;

A RÚCULA é uma ótima fonte de quercetina e carotenoides, poderosos antioxidantes e anticancerígenos;

A ROMÃ contém elagitaninos, poderosos antioxidantes – logo, um anticancerígeno natural;

A SEMENTE DE GIRASSOL é rica em proteína e fibra, essa última um poderoso anticancerígeno;

A QUINOA, grão originário dos andes e rico em proteínas, contém também fibras insolúveis, que protegem contra o câncer;

PIMENTÃO tem bioflavonoides, agentes antioxidantes;

A PIMENTA contém piperina, substância com ação anti-inflamatória, que inibe o crescimento do câncer;

O PÃO INTEGRAL é rico em fibras, capazes de diminuir as chances de desenvolver câncer de intestino;

O OVO é rico em zeaxantina e luteína, dois importantes antioxidantes, que evitam a doença;

As NOZES contêm ômega-3. Esse ácido-graxo é eficaz na proteção contra o câncer;

A MELANCIA tem licopeno, um antioxidante que pode reduzir o risco de câncer;

O MEL é rico em enzimas antioxidantes, potentes contra o câncer;

A MAÇÃ contém quercetina, um flavonóide potente contra o câncer;

A LENTILHA é uma ótima fonte de proteína vegetal e um poderoso anticancerígeno ;

O KIWI tem luteína, substância com propriedades antioxidantes e, portanto, anticancerígena;

O GENGIBRE tem um alto teor de vitamina C, que é capaz de levar as células cancerígenas à morte;

A CÚRCUMA contém curcumina, substância anti-inflamatória e antioxidante;

A COUVE-FLOR, COUVE-MANTEIGA é rica em compostos índol, que protege contra o surgimento de câncer, principalmente de mama;

O CHÁ VERDE contém epigalocatequina, um composto semelhante aos flavonóides, que ajuda na prevenção do câncer;

A CEBOLA ROXA é fonte de antocianinas, capazes de reduzir o tamanho de tumores;

A CEBOLA BRANCA contém selênio, rico em antioxidantes e, portanto, anticancerígeno;

O ALHO é rico em compostos sulfurados, que inibe o metabolismo da célula cancerosa;

O BRÓCOLIS tem folato, que tem propriedade anticancerígena;

A BETERRABA, REPOLHO ROXO e FRANBOESA contém antocianinas, um flavonóide antioxidante e anticancerígeno

Além de ácidos-graxos, a AZEITONA VERDE contém ácidos fenólicos, poderosos antioxidantes

Composto em sua maioria de ácidos-graxos, o AZEITE OLIVA é rico em ômega-3, importante antioxidante e, por isso, anticancerígeno

A ALCACHOFRA contém inulina, um prebiótico importante contra o aparecimento de câncer do trato gastronintestinal

O AGRIÃO contém compostos índoles, conhecidos por sua capacidade anticancerígena

A ABOBRINHA é rica em carotenóides, substâncias potentes contra o câncer

RASPAS DE LIMÃO OU LARANJA – as raspas contém d-limoneno.

PEIXES (salmão e sardinha) ricos em gordura ômega-3.