MÚSICA E DESENVOLVIMENTO DA FALA

Por: Cecilia de Carvalho Dias Maynardes

É comum encontrar nas redes sociais, revistas e artigos de jornais reportagens que abordam o benefício da música para o desenvolvimento cognitivo das crianças. Essas reportagens, muitas vezes, vêm recheadas de promessas de que o acesso às aulas de musica realizará o sonho de todos os pais: filhos com excelente desempenho escolar e superinteligentes. Será que a música é capaz de influenciar o desenvolvimento de conexões cerebrais a ponto de desenvolver as mais diversas inteligências? Sejam elas ligadas ao raciocínio lógico, à criatividade, a aprender outras línguas ou simplesmente auxiliar no desenvolvimento da linguagem?

A paternidade e a maternidade vêm acompanhadas de diversos medos e anseios. Os primeiros passos (deambulação / marcha) certamente é um dos que provoca euforia na família quando acontece, mas dentre os diversos anseios dos pais nos primeiros anos de vida da criança, está também a primeira palavra que a criança ira verbalizar: mama, papa, etc. Em média, a pronúncia das primeiras palavras ocorre entre o 10° e 15° mês. Quando não ocorre o desenvolvimento dessa linguagem os pais buscam diversas terapias, entre elas, a musicoterapia, alegando que é boa para o desenvolvimento da fala. Seria a música capaz de auxiliar no processo de desenvolvimento da linguagem?

O processamento da linguagem é bastante complexo e envolve uma rede de neurônios distribuída entre diferentes regiões cerebrais. Para o desenvolvimento da linguagem é necessário que a criança tenha ouvido os estímulos sonoros, a linguagem falada, e por meio dessa escuta que acontecerá o processo inverso, a verbalização, ou seja, ao ouvir os sons do ambiente, o ouvido sintonizará esse sinal complexo, decodifica-o e transforma-o em impulso elétrico. Esses impulsos serão conduzidos por células nervosas à área auditiva do córtex cerebral, no lobo temporal, o qual é responsável por reprocessá-los e transmiti-los para as áreas da linguagem: a área de Wernicke, situada no lobo temporal, que reconhecerá o padrão de sinais auditivos e irá interpretá-los. Para que aconteça a verbalização, acontecerá o processo inverso. Ou seja, inicialmente, é ativada a área onde foi armazenada a informação (som ouvido), que será canalizado para a área de Broca, na porção inferior do lobo frontal, e convertida nos padrões de ativação neuronal necessários à produção da fala. Também estão envolvidas na linguagem áreas de controle motor e as responsáveis pela memória. Essas são as áreas envolvidas no processamento de audição e verbalização de palavras.

Já o processamento cerebral da música ocorre de forma distribuída, ou seja, diversas áreas cerebrais são ativadas para interpretação musical, entre elas muitas áreas auditivas no córtex cerebral, sendo difícil assim a delimitação. Sabe-se que a percepção musical envolve as áreas primárias, secundárias e terciárias do sistema auditivo, além das áreas de associação auditivas nos lobos temporais e da Área de Wernicke, a qual, conforme visto está relacionada à percepção da linguagem e do processamento da maioria das funções intelectuais do cérebro. As áreas primárias são responsáveis por receberem sinais do ouvido interno através do tálamo (área cerebral associada também a emoção) e estão envolvidas nos primeiros estágios da percepção musical tais como frequência de um tom, contornos melódicos e volume. Para a interpretação de ritmos outras estruturas serão utilizadas, tais como gânglios basais, cerebelo, córtex pré-motor dorsal e área motora suplementar. A percepção rítmica, assim como ocorre com a melódica, é realizada pelo cérebro em diversos níveis hierárquicos, por isso o envolvimento de um grande número de estruturas cerebrais. Quanto mais complexo o padrão rítmico ouvido, maior a atividade neural de quem ouve. Além das áreas auditivas, a percepção rítmica envolve áreas motoras do cérebro, independente de se executar ou somente ouvir música, o que sinaliza para mecanismos de integração multisensorial e motora.

Tanto a música quanto a linguagem valem-se da manipulação dos diferentes parâmetros do som para sua organização sonora, além de compartilharem a necessidade de uma organização hierárquica. Para a fala, utiliza-se grande variação de timbres em um curto espaço de tempo, formando-se vogais e consoantes. Na música, há maior variação de alturas e a duração de cada som é maior do que na fala. Ao mesmo tempo, as variações de duração desempenham papel mais importante do que na fala, tendo que ser realizadas de maneira precisa. Apesar das diferenças citadas, música e linguagem têm, ambas, organização sintática e implicam compreensão semântica.

Por outro lado, música e linguagem são processadas de maneira independente no cérebro, havendo predominância do hemisfério direito no processamento musical (especialmente melodias) e do hemisfério esquerdo para processamento de linguagem.

Apesar de boa parte das áreas cerebrais que são ativadas pela linguagem serem também ativadas pela música, são necessários mais estudos que comprovem a relação entre a audição, a exposição à música e o seu aprendizado, e o desenvolvimento de habilidades cognitivas e principalmente da fala.

 

 

Regeneração óssea e seus elementos 

Por: Reinaldo L. Junior

Os ossos são dos poucos órgãos do corpo humano que se regeneram sozinhos e que para esse feito, células como os osteoclastos, osteoblastos e angioblastos agem simultaneamente na reparação da lesão. A importância do entendimento desse fenômeno é fundamental para a melhor compreensão de doenças que acometem os ossos como a Doença de Paget e Displasia Fibrosa causadas pelo desenvolvimento anormal das células estruturais do osso.

Quando uma pessoa lesiona (quebra) um osso; vasos sanguíneos de dentro deste se rompem e formam um coágulo com vestígios do osso espalhados na região afetada. Para solucionar os primeiros passos do problema, entram em ação os Angioblastos que são as células responsáveis pela formação e reparação dos vasos sanguíneos que vão estampar o sangramento no local. Nas primeiras etapas, os Osteoclastos entram em ação destruindo os vestígios de osso espalhados a lesão. A reconstrução do osso se dá, realmente, pelos Osteoblastos que são formados pelas membranas de revestimento óssea e agem na lesão em torno de dois dias após esta ser feita. Na medida que os Osteoblastos vão se renovando, produzem o calo, que vai ser responsável por juntar a parte fraturada com a parte não prejudicada do osso.

Com o passar do tempo, que varia de semanas à anos dependendo da gravidade da lesão, a consolidação e remodelagem do osso estarão completas, principalmente se bem auxiliadas pela absorção da vitamina D ( que facilita a absorção do cálcio) e a ingestão de Cálcio, propriamente dita, que aumenta a resistência óssea.

OSTEOPOROSE

Por: Heliana Brand

Como qualquer outro tecido do nosso corpo, o osso é uma estrutura viva que precisa se manter saudável, e isso acontece mediante a remodelação do osso velho em osso novo. A osteoporose ocorre quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente, ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo – em alguns casos, pode ocorrer as duas coisas. Se os ossos não estão se renovando como deveriam, ficam cada vez mais fracos e finos, sujeitos a fraturas.

Nós temos no corpo células responsáveis pela formação óssea e outras pela reabsorção óssea. O tecido ósseo velho é destruído pelas células chamadas osteoclastos e criados pelas células reconstrutoras, os osteoblastos. Esse processo de destruição das células é chamado de reabsorção óssea, que fica comprometido na osteoporose, pois o corpo passa a absorver mais osso do que produzir ou então não produzir o suficiente.

Estima-se que a proporção da osteoporose para homens e mulheres seja de seis mulheres para um homem a partir dos 50 anos e duas para um acima de 60 anos.

Alguns problemas podem interferir na formação dos ossos:

  • Deficiência de Cálcio, ingestão insuficiente ou deficiência de absorção.
  • Envelhecimento, até os 35 há um equilíbrio entre processos de reabsorção e criação dos ossos, e a partir dessa idade a perda óssea aumenta gradativamente, como parte do processo natural de envelhecimento. Caso o indivíduo não tenha criado um “estoque” de densidade óssea suficiente para suprir esse aumento gradativo da reabsorção, os ossos vão ficando mais frágeis e quebradiços, podendo levar à osteoporose.
  • Menopausa, a mulher durante e após a menopausa tem uma produção muito reduzida de estrogênio, retarda a reabsorção do osso, além de ser responsável pela fixação do cálcio nos ossos, uma vez que ele não é mais necessário para o ciclo menstrual. O hipoestrogenismo irá contribuir para a perda de massa óssea mais acelerada, principalmente nos primeiros anos da pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa pode ser um gatilho para a osteoporose.
  • Doenças ou medicamentos, como doenças renais, inflamatórias intestinas e reumáticas; uso de medicamentos à base de glicocorticoides, hormônios tireoidianos, heparina, etc.

Alguns fatores de risco para a obtenção de osteoporose:

  • Histórico familiar.
  • Tabagismo e alcoolismo.
  • Baixa atividade física, ingestão de cálcio e exposição solar.
  • Baixo peso corporal.

Sintomas:

A osteoporose é uma doença de instalação silenciosa. O primeiro sinal pode aparecer quando ela está numa fase mais avançada e costuma ser a fratura espontânea de um osso que ficou poroso e muito fraco, a ponto de não suportar nenhum trauma ou esforço por menor que sejam.

As lesões mais comuns são as fraturas das vértebras por compressão, que levam a problemas de coluna e à diminuição da estatura e as fraturas do colo do fêmur, punho (osso rádio) e costelas. Nas fases em que se manifesta, a dor está diretamente associada ao local em que ocorreu a fratura ou o desgaste ósseo.

Prevenção:

Medidas de prevenção contra a osteoporose devem ser tomadas desde a infância e, especialmente, na adolescência para garantir a formação da maior massa óssea possível. Para tanto, é preciso pôr em prática três medidas básicas: ingerir cálcio, tomar sol para fixar a vitamina D no organismo e fazer exercícios físicos, Na verdade, essas regras devem ser mantidas durante toda a vida. Principalmente, a atividade física tem efeito protetor sobre o tônus e a massa muscular, que se reflete na melhora do equilíbrio e ajuda a evitar as quedas ao longo da vida.

Tratamento:

Como a osteoporose pode ter diferentes causas, é indispensável determinar o que provocou a condição, antes de propor o tratamento, que deve ter por objetivo evitar fraturas, diminuir a dor, quando existe, e manter a função. Existem várias classes de medicamentos que podem ser utilizadas de acordo com o quadro de cada paciente, são elas: os hormônios sexuais, os bifosfonatos – grupo que inclui diversas drogas (o mais comum é o alendronato) – os modeladores de receptores de estrogênio e a calcitonina de salmão. A administração subcutânea diária do hormônio das paratireoides está reservada para os casos mais graves de osteoporose, e para os intolerantes aos bifosfonatos.

 

 

 

 

 

 

 

 

http://www.minhavida.com.br/saude/temas/osteoporose

http://histologiaon-off.blogspot.com.br/2014/04/

Música e Neurociência: estudos correlacionados e seus obstáculos

Por: Thabata M. Silva

Desde os primórdios a música esteve presente na vida do ser humano, mas o importante aqui não é datar o seu surgimento e sim notar a relação homem x música. Vargas cita Costa para pontuar que na antiguidade “acreditava-se que a música tinha o poder de mandar embora o espírito mau que leva o corpo a adoecer, assim como podia restabelecer as relações humanas estremecidas por interferência deste espírito.” (VARGAS, 2012 p. 945 apud COSTA, Clarice Moura, 1989).

No século XX, pós Segunda Guerra, surge a musicoterapia, com o objetivo de recuperar aqueles soldados que voltaram vivos para casa, porém com inúmeras marcas e traumas da guerra que presenciaram. “Uma vez que outros recursos não respondiam satisfatoriamente, a música apresentou-se como última esperança, repercutindo nos primeiros cursos de formação de musicoterapia”. (VARGAS, 2012 p. 947 e 948).

Notamos então que o desde o princípio o homem acreditou no poder da música e a utilizava de diversas maneiras e não apenas nos momentos lazer. “Durante quase toda a história do homem a música e a terapia tem estado estreitamente vinculadas, com freqüência de forma inseparável.” (VARGAS, 2012 p. 946 apud SCHNEIDER, Erwin; UNKEFER, Robert F.; GASTON, E. T., 1968).

Pensando no agora no potencial terapêutico da música e na neurociência temos que:

O esforço de trazer a música para as ciências de saúde poderá representar, por um lado, a transcendência de uma prática musical hedonista baseada apenas no ouvir-prazer e, por outro, a ampliação da visão da própria neurociência, para além do enfoque racionalista, que negligencia o subjetivo e o relativo expresso nas artes. (MUSZKAT, M.; CORREIA, C.M.F. & CAMPOS, S.M., 2000 p. 74)

Fukui e Toyoshima (2008, p. 766) trazem em seu estudo uma hipótese sobre o benefício da música em relação aos hormônio esteróides e a neurogênese:

“We propose herein that listening to music facilitates the neurogenesis, the regeneration and repair of neurons by adjusting the secretion of steroid hormones in both directions (increase and decrease), ultimately leading to cerebral plasticity. Music affects levels of such steroids as cortisol (C), testosterone (T) and estrogen (E), and we believe that music also affects the receptor genes related to these substances, and related proteins.”

Eles concluem o estudo pontuando que: “Summarizing these results, the hypothesis that listening to music adjusts the steroid hormone cascade and facilitating the neurogenesis, regeneration and repair of neuron appears highly plausible.” (FUKUI and TOYOSHIMA, 2008 p. 767).

Verificando a fala de Fukui e Toyoshima quando é dito que essa é uma hipótese altamente plausível, observamos o quanto estudos relacionados a música sofrem uma grande dificuldade de serem validados.

São poucos os estudos abrangendo musicoterapia e neurociência, os que englobam essa ciência e música são um pouco maiores, mas muitos deles são inconclusivos, onde muitas hipóteses são levantadas porém poucas são as afirmações. E, conduzir qualquer estudo nesta área parece ser altamente complexo, uma vez que música e emoção são altamente subjetivos e a ciência parece querer uma fórmula que se aplique igualmente a todos indivíduos.

Pensando o quão benéfico seria para a qualidade de vida do ser humano se todos esses estudos fossem melhor analisados, levando em consideração a subjetividade e complexidade da relação homem x música, informações como essa, que a música pode promover a homeostase dos hormônios esteroides e como consequência facilitar a neurogênese e talvez tantas coisas mais, são de grande importância para a prevenção, reabilitação e promoção de saúde.

Conclui-se então que, devido ao alto potencial terapêutico da música é de extremo interesse que mais estudos nessa área sejam efetuados, uma vez que a musicoterapia seria uma forma de tratamento nada invasivo e ilimitado.

REFERÊNCIAS:

FUKUI, Hajime and TOYOSHIMA, Kumiko. Music facilitate the neurogenesis, regeneration and repair of neurons. 2008 . Disponível em: https://goo.gl/4GAQiJ

MUSZKAT, M.; CORREIA, C.M.F. & CAMPOS, S.M. Música e Neurociências, 2000. Disponível em: https://goo.gl/8AJEUM

VARGAS, Maryléa Elizabeth Ramos. 2012. Disponível em: https://goo.gl/B7EpbA

Poeminha de domingo

[Paciência]

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma

Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara (a vida não para não… a vida não para

Lenine

Musicoterapia e Psicomotricidade

Mariana Christina G. Pismel

O presente texto traz por objetivo elucidar o leitor para alguns conceitos comuns de duas áreas referenciadas: Musicoterapia e Psicomotricidade, um breve resumo.

A Associação Americana de Musicoterapia AMTA (2013) apresenta a área de Musicoterapia como: o uso de intervenções musicais baseadas em evidências ou clinico para alcançar objetivos terapêuticos através de interação terapêutica por um profissional credenciado, que tenha completado um Programa de Musicoterapia. (Apud AIGEN, 2014, p.33). Dessa forma podemos observar que a musicoterapia utiliza métodos específicos para analisar as comunicações musicais e corporais através da música.

Sob uma perspectiva similar, a Psicomotricidade foi recentemente definida no Brasil como a “ciência que tem por objeto de estudo o homem através do seu corpo em movimento e suas relações com o mundo interno e externo” (Sociedade Brasileira de Psicomotricidade – SBP, 1999). Uma forma didática de entender e definir Psicomotricidade é trazendo o conceito apresentado por MENDONÇA E SILVA, E FALKENBACH, que divide em 3 vertentes principais: Reeducação Psicomotora, Terapia Psicomotora e Educação Psicomotora (dividida em Funcional e Relacional). O foco desse texto informativo será o da Terapia Psicomotora, por ser a vertente que mais se aproxima da Musicoterapia.

A Terapia Psicomotora pode ser definida por: “…o movimento é linguagem e, portanto, expressa os sentimentos, emoções, desejos e demandas do ser humano. É destinada às crianças “normais” e com necessidades especiais que apresentam dificuldades de comunicação, de expressão corporal e de vivência simbólica (apud NEGRINE, 2002, p. 5), observando que “a psique se expressa através do movimento corporal e movimento corporal influencia na psique. ” (AZEVEDO, 2017)

Pode-se dizer que analogamente em uma sessão de musicoterapia, a psique também é influenciada uma vez que a música tem a capacidade de alterar estados emocionais do cliente/paciente e os movimentos psicomotores também, conforme literatura. A grande similaridade que existe entre as duas linhas terapêuticas, é o fato de que ambas analisam as leituras corporais que resultaram de movimentos e/ou canções executadas por profissionais habilitados. Por exemplo, o cliente/paciente expressa musicalmente aquilo que não consegue expressar conscientemente.

Portanto, assim como movimento é linguagem, a música também é. Existe uma possibilidade de as duas áreas dialogarem e até mesmo de compartilhar e adaptar exercícios psicomotores, uma vez que as duas áreas estão em constante construção. Cabe agora aos psicomotricistas e musicoterapeutas estudarem e desenvolverem cada vez mais pesquisas e informações para fortalecer as áreas.

Referências:

AINGEN, K. The Study of Music Therapy current issues and concepts., New York: Routledge 2014

MENDONÇA E SILVA, D., e FALKENBACH, A. P. Psicomotricidade: um olhar descritivo das suas distintas vertentes. – Disponível em:   <http://ucbweb.castelobranco.br/webcaf/arquivos/15151/2784/ARTIGO_Psicomotricidade_VERTENTIS.doc.> Acesso em: 27 de Maio de 2017.

AZEVEDO, L. Jr. Psicomotricidade Positiva. eBook. São Paulo: Editora Flor de Ouro, 2017.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOMOTRICIDADE. O que é psicomotricidade? Disponível em: < http://psicomotricidade.com.br/sobre/o-que-e-psicomotricidade/> Acesso em 22 de Maio de 2017.